TODA FORMA DE AJUDA

Correio Braziliense

 

Brasília, domingo,

23 de dezembro de 2001  

Toda forma de ajuda

Da Redação

A creche Pequeno Polegar é mais uma entidade carente de Brasília. Atende, em sua maioria, filhos de empregadas domésticas que trabalham no Lago Sul. ''Os patrões delas nos ajudam muito e ganhamos doações de vizinhos'', explica Angélica Mesquita, vice-presidente da entidade. Mesmo assim, a creche enfrenta dificuldades.

Falta alimentos na despensa e brinquedos novos para as 120 crianças que passam o dia na instituição. Os meninos e meninas têm entre zero e 6 anos. ''Quero um caminhão do Flamengo'', afirma Eduardo Santos, 6 anos. O menino é flamenguista doente. O amiguinho de sala Francisco de Morais Júnior, também de 6, quer mais: ''Quero um patinete motorizado'', afirma, com orgulho.

Outro problema da entidade é a falta de profissionais na área de Pedagogia e Psicologia. ''Servem estudantes, alunos que estejam para se formar e que nos ajudem a dar uma recreação diferente para nossos alunos'', explica Angélica. A entidade tem 30 anos de serviços prestados em Brasília. É uma das mais antigas da cidade.

Uma clínica dentária completa chama a atenção das pessoas que visitam a creche. Os aparelhos parecem não ser utilizados há anos. Foram doados e não estão sendo usados. Falta o dentista. ''Qualquer dentista que quiser fazer atendimentos nas nossas crianças será bem-vindo. Pode ser uma hora por semana apenas. O que importa é a ajuda'', diz Angélica.

Angélica está certa. Realmente o trabalho voluntário é o que importa para uma creche. E para fazer as doações não é preciso sair de casa. O abrigo tem carro e ônibus para buscar o material. Basta ligar e marcar. Não é necessário juntar quilos de roupas ou alimentos também. O que for possível reunir já é de grande ajuda.

E é isso que move a filantropia: a vontade de ajudar. Ruth Golçalves, Fundadora da creche, morreu há alguns anos. Mas sua história ainda é contada
nos corredores da entidade. Nos anos 60, em Brasília, ela saía com um megafone pedindo doações pelas ruas. ''Eu ficava com vergonha na época. Hoje entendo o valor de seu trabalho'', afirma Angélica. Terezinha Pereira, coordenadora da creche há oito anos, também: ''Tento ser como ela. Psicóloga, enfermeira e mãe das crianças. O mais importante para elas é o carinho'', afirma.

Casa do Pequeno Polegar

Endereço SHIS QI 05, Chácara 96

Telefone 2480423 falar com Angélica Mesquita (Vice-presidente) ou Terezinha Pereira (Coordenadora)

Como ajudar

Não é preciso sair de casa para fazer a doação. O abrigo tem carro e ônibus para buscar o material. Basta ligar e marcar.

Não é necessário juntar quilos de roupas ou alimentos. O que for possível
reunir já é uma grande ajuda Doações em dinheiro são aceitas. Qualquer valor ajuda. No Natal as crianças, claro, esperam receber brinquedos. Podem ser doadas para as crianças que carentes que fazem aula de capoeira na instituição. O dinheiro arrecadado será revertido para o pagamento de contas pendentes e para comprar brinquedos e alimentos.

A creche tem uma clínica dentária montada. Mas falta o dentista. Precisa de um voluntário da área que esteja disposto a fazer a trabalhar na creche.

O que a creche precisa

  • Brinquedos

  • Remédios

  • Alimentos

  • Roupas

  • Cobertores

  • Material de limpeza em geral

  • Material de Higiene em geral

  • Material de construção

  • Material de acabamento

  • Remédios de primeiros socorros como pomadas para assadura, soro e etc.

  • Alimentos como leite, Neston, trigo, aveia, soja, carne, frango, verduras, frutas, chá.

  • De profissionais na área de Pedagogia e Psicologia que queiram dedicar algum tempo para as crianças da creche Pequeno Polegar. O trabalho é voluntário.

Conta Bancária

Banco do Brasil

Depósito em favor da Fundação Casa do Pequeno Polegar

Agência 3129-1

Conta 9479-X

© Copyright CorreioWeb Fale com a gente Publicidade