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Perigo ao ar livre Correio Braziliense Brasília, sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002 Perigo ao ar livre Cachoeiras, rios e lagos são diversão garantida. Mas é necessário muito cuidado para que a curtição não se transforme em tragédia. Você não deve, por exemplo, mergulhar de cabeça ou atravessar em correntezas. Da Redação Carlos Moura 12.11.00 As belezas de cachoeiras, como a do Poço Azul, escondem os perigos causados pela falta de atenção Paulo de Araújo 7.4.01 Errado Mesmo conhecendo o lugar, nunca mergulhe de cabeça. Um choque com pedras encobertas pela água pode levar à morte Edson Gês 17.9.00 Certo Os
equipamentos de segurança e o conhecimento do esporte são essenciais,
mas o uso de uma calça seria mais adequado A morte de André Geordano
Guthier Cruz, 26 anos, no último sábado, traz algumas preocupações
para o que seria só diversão. O estudante de Não foi o primeiro acidente do tipo. Mas uma coincidência une todos os infortúnios na hora do passeio: a época do ano. Entre junho e outubro, quase não há casos de morte deste tipo. Geralmente, a maioria dos afogamentos e quedas acontecem entre novembro e março. ''O perigo aumenta por causa das chuvas e porque é férias'', acredita o tenente Eloizio Ferreira do Nascimento, 25 anos, do 1º Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Eloizio chama a atenção para uma um fator preocupante: o carnaval. As chuvas continuam, as pessoas estão de folga e, como é tempo de festa, a bebida sempre entra nas estatísticas. ''Posso dizer que a maioria dos salvamentos feitos nesta época é causada por embriaguez'', diz o tenente, que há cinco anos trabalha em busca e salvamento. Uma das principais preocupações dos bombeiros é com os praticantes de rapel. Não os responsáveis, que fazem cursos, são preparados para as descidas em cachoeiras e têm material sempre em dia com a segurança. Mas para aqueles mais relapsos, que além de não cuidarem do próprio equipamento, aindalevam outras pessoas, sem qualquer preparo, para fazer a descida. ''Se a pessoa vai pela primeira vez, ela deve estar com um grupo de praticantes especi-alizados'', avisa a tenente Vanessa Signali Lucena, da Comunicação Social do Corpo de Bombeiros. Mas a tenente dá algumas dicas simples que podem salvar a vida dos aventureiros. Em descidas e subidas próximas a cachoeiras, dê uma olhada em pedras soltas, mesmo que não vá fazer rapel. ''É só ter bom senso para escolher o local.'' Um guia por perto Há alguns conselhos que são essenciais para passeios em rios, lagos ou cachoeiras. É sempre bom ter um guia por perto. Ele deve conhecer bem a região e os detalhes das águas do local. A tromba d'água - quando o volume de água do rio sobe de repente e com muita violência por causa de chuvas na cabeceira -, por exemplo, representa grande perigo para quem quer se divertir. Dê uma olhada para o lado onde o rio nasce: se houver nuvens escuras, é bom não mergulhar. Às vezes, a água também fica cheia de galhos e folhas. Mas esta observação só vale se a pessoa estiver na margem, porque aí a enxurrada já está próxima. Com as facilidades da vida moderna, também não deixe de levar celular. Se não quer ser incomodado, desligue, mas tenha sempre o telefone à mão para qualquer eventualidade. E se não tiver celular, avise para amigos e familiares o tempo que passará fora, onde exatamente estará e quais caminhos deve percorrer. E, por fim, sempre faça seu passeio em grupos de, no mínimo, três pessoas. Primeiro porque com companhia de amigos, a aventura fica mais divertida. ''E se algo acontecer com uma das pessoas, uma pode pedir ajuda, enquanto a outra cuida da vítima'', aconselha a tenente Vanessa. E o Corpo de Bombeiros ainda oferece serviço de prevenção para colégios e grupos que queiram ir em excursões para este tipo de passeio. Há explicações e mini-cursos de primeiros-socorros. Para isto, basta entrar em contato com o Quartel do Comando Geral do CBMDF. As instituições públicas, inclusive, não precisam pagar taxas para o serviço. ÁGUAS PERIGOSAS Lagos Quem for sair de barco no Lago Paranoá deve prestar atenção ao número de ocupantes da embarcação e ver se há número suficiente de coletes salva-vidas Algumas partes do chão do Paranoá possuem lodo e dejetos que prendem os pés dos nadadores. Tente não ir muito para o fundo e sempre veja se há pessoas nas margens para ajudar em caso de afogamento Rios Entrar na água sempre de pé Não mergulhar em locais desconhecidos, principalmente se você não sabe qual a profundidade Olhar sempre em direção à cabeceira do rio. Se o tempo estiver nublado e cinzento, evite entrar na água: há perigo de tromba d'água Procure levar telefone celular, pois em caso de emergência é um meio muito útil para se comunicar com o salvamento Cachoeiras Não mergulhe de cabeça, nem salte de pedras, barrancos ou árvores Evite ficar embaixo da queda de água Muito cuidado ao atravessar ou molhar pés e mãos na parte de cima de cachoeiras. A correnteza sempre é muito forte e pode levar a pessoa Em todos os casos, mas principalmente quando se tratar de cachoeira, evite entrar embrigado. É mais fácil perder o equilíbrio No caso da prática de rapel, a pessoa deve ir, no mínimo, com mais dois acompanhantes. Todos os praticantes devem ter curso e o equipamento necessário, que deve ser periodicamente revisado Primeiros-socorros A prevenção em primeiro lugar: avise a familiares e amigos o destino, o percurso e quantos dias passará no local do passeio Em caso de afogamento, retirar a vítima da água e colocá-la em uma superfície plana. Observar se ainda há batimento cardíaco e respiração No caso de ingestão de água, virar a cabeça da vítima lateralmente Em caso de parada respiratória, fazer duas respirações na boca da vítima Chame ajuda qualificada, como socorristas, salva-vidas ou bombeiros o mais rápido possível Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal - 1º Batalhão de Busca e Salvamento - Companhia de Salvamento Aquático Telefones 193 (Geral dos Bombeiros) 325-1484 (1º Batalhão de Busca e Salvamento) 343-9090 (Quartel do Comando Geral do CBMDF) © Copyright CorreioWeb Fale com a gente Publicidade |