Passeio pelo tempo

Correio Braziliense

Brasília, terça-feira,

22 de janeiro de 2002

Passeio pelo tempo

Como alternativa para os pontos turísticos conhecidos de Brasília, os museus, mais de 30 em todo o Distrito Federal, são uma ótima alternativa de lazer para feriados e fins de semana. Aproveite a folga e conheça alguns deles e suas atrações

Da Redação

Localizado no prédio da Imprensa Nacional, no Setor de Indústrias Gráficas, o Museu da Imprensa tem equipamentos e jornais antigos Brasília tem muito mais a oferecer aos moradores e visitantes do que os monumentos de Oscar Niemeyer. Famosa principalmente pela arquitetura arrojada e pelo turismo cívico, a cidade é rica em museus. Alguns são conhecidos e fazem parte da paisagem local, como o Catetinho, o Memorial JK e o Panteão da Pátria, mas grande parte deles passa despercebida do grande público.

No total, são mais de 30 museus espalhados pelo Distrito Federal, com opções para todos os gostos. Das tradições regionais à natureza dos terremotos, passando pela reciclagem do lixo e pela preservação do cerrado, o interessado não só se informa sobre diversos assuntos como percebe que museu pode ter outras finalidades além de guardar raridades e coisas velhas.

Esse foi o caso da aposentada Marlene Benini. Há 21 anos em Brasília, ela ainda não conhecia a maioria dos museus locais. A situação só mudou quando, de passagem pela cidade, o neto de 7 anos teve a idéia de visitá-los. Encantada com os prelos e jornais antigos do Museu da Imprensa, ela quer ver mais. ''Nunca imaginei estar perto de tanta relíquia'', conta. O próximo programa já estava até definido: o Museu de Valores do Banco Central.

O passeio fez Marlene descobrir uma nova alternativa para levar os parentes de outros estados. ''Além de enriquecedores, lugares como esses são uma ótima maneira de mostrar algo além dos pontos turísticos tradicionais'', avalia. Essa também é a opinião da servidora pública Valquíria Souza. Brasiliense ''de coração'', a carioca de 42 anos surpreendeu-se com as cerâmicas, os cocares e a arte plumária no Memorial dos Povos Indígenas. ''Brasília oferece coisas interessantes que muitos ignoram'', constata.

Para Valquíria, é uma pena que esse potencial turístico não seja bem explorado. ''Mesmo quem mora aqui olha a cidade superficialmente e deixa de conhecer coisas interessantes'', acredita. As diferenças no número de visitantes confirmam a tese. Nas férias de janeiro, enquanto o Memorial JK recebia 300 pessoas por dia, no Museu da Imprensa a freqüência, de 20 a 30 pessoas, foi bem menor.

De qualquer forma, a variedade de museus é capaz de proporcionar roteiros de todos os tipos. Quem quiser entrar em contato com a cultura nordestina pode ir ao Museu de Arte e Tradições do Nordeste, na Casa do Ceará. Lá, o visitante pode conferir rendas, trajes típicos e artesanatos em madeira e cerâmica. ''Além dos candangos, muitos nordestinos, inclusive de fora do Ceará, vêm aqui matar as saudades'', admite a responsável pelo espaço, Eloísa Marques do Nascimento.

O itinerário pode ainda ser educativo. No Setor de Autarquias Sul, a Praça dos Tribunais Superiores concentra quatro museus que atraem principalmente estudantes de Direito. Os aficionados por Geologia também têm opções garantidas. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília oferece a oportunidade de sentir na pele um terremoto, proporcionado por um simulador. No Museu de Geociências dá para conferir a evolução do planeta, contada por rochas, minerais e meteoritos.

Para quem se preocupa com a segurança, o Museu Histórico do Corpo de Bombeiros é uma ótima escolha. Até a polícia tem seus museus. Na Academia da Polícia Civil, o Museu de Drogas procura informar sobre a prevenção ao uso de entorpecentes. No mesmo prédio, o Museu de Armas preserva e divulga, para fins de estudo, coleções de armas nacionais e estrangeiras.

Nem os defensores da ecologia foram deixados de fora. O Museu do Cerrado expõe a fauna e a flora local, ambientadas num jardim. No Museu de Limpeza Urbana, esculturas em sucata mostram que a arte pode vir do lixo reciclado.

Com a reinauguração de espaços atualmente em reforma, a cidade deve ganhar mais museus. O Museu Postal e Telegráfico, que até o ano passado funcionava no Setor Comercial Sul, está de mudança para uma sede nova, ainda não definida. Já o Museu Nacional de Gemas, na Torre de TV, e o Espaço Oscar Niemeyer, na Praça dos Três Poderes, estão em reforma e devem reabrir em breve.

PEDAÇOS DA HISTÓRIA POR BRASÍLIA

PRAÇA DOS TRÊS PODERES

Espaço Lúcio Costa, Museu Histórico da Cidade e Panteão da Pátria

Visitação: das 9h às 18h, terça a domingo

Telefones: 321 9843 (Lúcio Costa) e 325 6244 (Panteão)

Museu do Supremo Tribunal Federal

Sede do STF, 3º andar

Visitação: 12h às 17h30, segunda a sexta, e 10h às 17h, sábado e domingo

Telefone: 217 3000

CONGRESSO NACIONAL

Museu da Câmara dos Deputados

Visitação: 13h às 18h, segunda a sexta, e 9h às 14h, sábados, domingos e feriados

Telefone: 318 6801

Museu Histórico do Senado

Visitação: 9h às 12h, segunda a quarta, 14h às 18h, quinta e sexta, 10h às 14h, sábado e domingo

Telefone: 311 4029

EIXO MONUMENTAL

Memorial JK

Praça do Cruzeiro

Visitação: 9h às 18h, diariamente

Telefone: 226 7860

Memorial dos Povos Indígenas

Praça do Buriti

Visitação: 9h às 18h, terça a sexta, e 11h às 17h, sábados, domingos e feriados

Telefone: 226 5206

ASA SUL

Museu Brasileiro de Contabilidade

SAS, quadra 5, lote 3, bloco J, Conselho

Federal de Contabilidade

Visitação: 8h30 às 17h30, segunda a sexta

Telefone: 314 9689

Museu da Justiça Eleitoral

SAS, Praça dos Tribunais Superiores, bloco C

Visitação: 12h às 18h, segunda a sexta

Telefone: 316 3440

Museu da Previdência e Assistência Social

SAS, bloco P

Visitação: 8h às 17h, segunda a sexta

Telefone: 313 4816

Museu da Caixa Econômica Federal

SBS, quadra 4, lote 3/4, térreo do Conjunto Cultural da Caixa

Visitação: 9h às 18h, terça a domingo e feriados

Telefone: 414 9447

Museu de Valores do Banco Central

SBS, quadra 3, bloco B, 1º subsolo

Visitação: 10h às 17h30, terça a sexta, e 14h às 18h, sábados

Telefones: 414 2099 / 414 1449

ASA NORTE

Museu de Arte e Tradições do Nordeste

SGAN 910, conjunto F, Casa do Ceará

Visitação: 8 às 12h e 13h às 17h, segunda a sexta

Telefone: 272 3833

Museu de Arte de Brasília (MAB)

SHTN, lote 2, próximo ao Palácio da Alvorada

Visitação: 10h às 17h, terça a sexta, e 13h às 17h, sábados, domingos e feriados

Telefone: 306 2899

UnB

Museu do Observatório Sismológico

Observatório Sismológico

Visitação: 8h às 18h, segunda a sexta

Telefone: 307 2676

Museu de Geociências

Instituto de Geologia

(ICC - Ala Central)

As visitações devem ser agendadas pelo telefone 307 2433

NÚCLEO BANDEIRANTE

Catetinho

BR 040, km 0

Visitação: 9h às 16h, diariamente

Telefone: 338 8694

Museu Vivo da Memória Candanga

Via Epia Sul, lote D, Núcleo Bandeirante

Visitação: 8h às 18h, segunda a sexta

Telefone: 301 3590

TAGUATINGA E CEILÂNDIA

Museu da Limpeza Urbana

QNP 28, Usina do Lixo, área especial, Ceilândia

Visitação: 7h às 17h, segunda a sexta

Telefone: 376 1043

Museu de Armas e Museu de Drogas

Academia de Polícia Civil do DF, Centro Administrativo de Taguatinga, área especial 1

Visitação: 8h às 11h e 14h às 17h, segunda a sexta

Telefone: 371 3335

OUTROS MUSEUS

Museu do Cerrado

SAIN, Parque Rural, Fundação Casa do Cerrado

Visitação: 8h às 10h30, terça a sexta

Telefone: 274 9608

Museu do Superior Tribunal de Justiça

SAFS, quadra 6, lote 1, Edifício dos Plenários

Visitação: 13h às 18h, segunda a sexta

Telefone: 319 8153

Museu da Imprensa

SIG quadra 6, lote 800, Imprensa Nacional

Visitação: 8h às 17h, segunda a sexta, e 13h às 17h, domingos e feriados

Telefone: 313 9618

Museu Histórico do Corpo de Bombeiros

SIA trecho 4, lote 1250

Visitação: 8h às 11h30 e 13h às 17h, segunda a sexta, e 8h às 12h, quarta

Telefone: 363 1120

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